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Obesidade

Pacientes obesos com comorbidades precisam redobrar cuidado por causa do COVID-19

Doenças causadas pela obesidade os colocam no grupo de risco

Os pacientes obesos, que possuem doenças causadas pelo excesso de peso, como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardíacas, devem redobrar os cuidados para a prevenção do COVID-19. Isso porque eles fazem parte do grupo de risco da doença e, por terem o organismo mais debilitado, também apresentam maior dificuldade em frear o vírus. Segundo pesquisa Vigitel, divulgada no ano passado, 19,8% da população brasileira é obesa.

“Isso não significa que todo obeso tenha essas comorbidades que podem agravar os sintomas do COVID-19, mas como a obesidade costuma desencadear outros problemas de saúde, é importante que essa população redobre a atenção nesse período e adote medidas para aumentar a imunidade e manter suas doenças sob controle”, destaca o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho.

De acordo com ele, quando o organismo está debilitado, a resposta imunológica do paciente é menor e, consequentemente, o vírus acaba causando problemas mais sérios. “Esses pacientes precisam, além de ter os cuidados básicos que todos precisam ter, como manter as mãos sempre bem higienizadas, utilizar as etiquetas respiratórias, evitar aglomerações e, se possível, praticar o isolamento social, se preocupar também com o controle das suas doenças. Quem tem hipertensão, precisa mantê-la sob controle. Quem tem diabetes, também. Caso não esteja conseguindo isso, é recomendável procurar um médico de confiança para iniciar imediatamente um tratamento”, orienta.

Segundo o cirurgião, outra dúvida muito comum é se os pacientes que passaram por uma cirurgia bariátrica também estão no grupo de risco. “O paciente que fez cirurgia bariátrica ou metabólica costuma ter uma melhora significativa do seu quadro clínico. Portanto, com exceção dos que fizeram a cirurgia recentemente e, por conta do processo cirúrgico e da alimentação restrita, estão com a imunidade mais baixa, os demais não fazem parte do grupo de risco. Isso, claro, se fazem acompanhamento com a equipe multidisciplinar, reposição de vitaminas, têm uma alimentação saudável, estão com os exames em dia, praticam atividade física…”, reforça o cirurgião.

Em 2018, segundo informações da SBCBM, o Brasil realizou 63.969 cirurgias bariátricas.

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