No mês da campanha Respire Agosto, é hora de olhar para o impacto da obesidade na saúde pulmonar
Durante o Respire Agosto, campanha nacional de conscientização sobre doenças respiratórias, é importante lembrar que a obesidade também pode ser uma causa agravante de falta de ar, cansaço e dificuldade para respirar. E mais do que um sintoma incômodo, a falta de ar pode sinalizar um comprometimento sério da função pulmonar, que precisa de avaliação e tratamento especializado.
Como a obesidade interfere na respiração?
O excesso de tecido adiposo no abdômen e no tórax gera uma pressão mecânica sobre o diafragma e os pulmões. Isso dificulta a expansão completa dos pulmões durante a inspiração, reduz o volume de ar respirado e aumenta o esforço para respirar, especialmente ao se deitar ou ao realizar atividades físicas simples.
Além disso, a obesidade está associada a condições como apneia do sono, síndrome da hipoventilação e asma agravada, todas com impacto direto na qualidade respiratória e na oxigenação do organismo.
Quando a falta de ar deixa de ser apenas um sintoma
Muitos pacientes convivem com a falta de ar sem investigar a causa real, atribuindo o sintoma ao sedentarismo ou ao envelhecimento. No entanto, a dispneia pode ser sinal de alterações importantes na função pulmonar, cardiovascular ou metabólica.
Na obesidade, a falta de ar pode surgir mesmo em repouso ou com pequenos esforços, e costuma piorar com o tempo, principalmente se não houver perda de peso e recondicionamento físico. Em estágios mais avançados, pode até limitar atividades básicas do dia a dia, impactando a saúde mental e a qualidade de vida.
O papel da bariátrica na melhora da função respiratória
Estudos mostram que a cirurgia bariátrica promove melhorias significativas na capacidade pulmonar. Isso acontece porque a perda de peso reduz a compressão torácica e abdominal, melhora a mecânica respiratória e reduz a inflamação sistêmica, beneficiando também condições como apneia do sono e asma.
Pacientes que realizam a cirurgia relatam melhora da disposição, redução da sensação de sufocamento ao deitar e maior facilidade para se movimentar. Além disso, há queda na incidência de infecções respiratórias e menor risco de complicações em caso de doenças pulmonares.
Respirar com qualidade também é parte do tratamento da obesidade.
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